terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cuidar da Vida!


“Vamos cuidar da vida que a morte é certa!”

Já ouviu essa frase? Minha mãe costuma dizê-la. E é verdade que “A única certeza da vida é a morte” De fato a morte é “democrática”, não importa quem seja, todos nós um dia morreremos e que “Para morrer basta estar vivo”

Insistimos em ver a morte como algo trágico, não gostar de lembrar o assunto e também costumamos viver como se fossemos imortais.

Muito do medo da morte acaba vindo da infância. Muitos pais com intuito de poupar os filhos acabam por não falar do assunto ou não introduzir o tema antes do falecimento de algum ente querido e quando isso acontece acabam contando em meio a choro e demonstrações de desespero, fazendo com que a criança associe a morte à dor e sofrimento. Ou permitem que a criança fique com fantasias criadas por ela. Em certa idade a criança não consegue entender bem que a morte seja definitiva e imagina que o parente vai voltar. Como o parente não volta, ela se sente enganada pelos adultos. Ou ainda pais que contam histórias do “tipo Rei Leão” onde os parentes falecidos viram estrelinhas do céu!
Só que não falar sobre morte e sofrimento não nos isenta deles!
O ideal é contar a verdade à medida da curiosidade dos pequenos. Pode-se iniciar o tema falando de flores, animais ou humanos. Tratando o assunto passando tranquilidade e naturalidade.

Podemos encarar a morte como algo tenebroso ou podemos entendê-la como algo natural, o fim de um processo que se inicia tão logo nascemos, que fatalidades fazem parte da vida. Podemos sofrer antecipadamente pela morte, só que não há muito sentido em nos preocuparmos com algo sem solução, por mais que lastimemos a existência da morte isso não evitará morrermos um dia. A preocupação com a morte pode consistir em cuidar bem da saúde prolongando assim a expectativa de vida. Ainda lidaremos com a possibilidade de uma fatalidade, mas hábitos saudáveis também proporcionam viver melhor.

Podemos ver a morte como uma mestra! Uma mestra que nos faz valorizar cada momento da vida! Quem considera sua finitude não quer desperdiçar tempo, pois sabe que esse tempo é finito! Se pensarmos que hoje pode ser nosso último dia, não nos assustando com o medo da morte, mas nos ajudando a focar mais na vida, não teríamos tempo a perder com discussões mesquinhas a respeito de coisas insignificantes. Ao mesmo tempo é importante pensar no futuro nos preocupando com trabalhar para “ter um pezinho de meia”, afinal, a vida continuando um dia poderemos ter filhos ou nossos pais precisarão de nossos cuidados, como um dia cuidaram de nós e etc.

O Dr. Luiz Ainbinder, psicólogo, em seu programa usou uma metáfora comparando a vida a uma festa: Quando somos convidadas (os) para uma festa, nós vamos, aproveitamos a festa, nos divertimos, dançamos, conversamos... Enfim, curtimos a festa. Mas chega a hora de deixarmos a festa, “lá pelas tantas” já estamos cansadas (os), é hora de irmos! E assim, compara o psicólogo, é a vida! Outros chegarão à festa.

Devemos, portanto, curtir a vida! Curtir a vida curtindo tudo o que de melhor há nela! Quando digo “curtir” não estou falando em “fazer besteiras” achando que isso seja “curtir”. Parte importante de saber curtir a vida é saber que há diferença entre “bom” e “bem”, que nem tudo que pareça ser bom faz bem, nem tudo que pareça fazer bem é bom... “É preciso saber viver”
Quando deixamos que as dificuldades causem estresse excessivo falta a alegria e a vida encurta, ficamos velhas(os) mais rápido. A quantidade de estresse que vivenciamos depende da atitude que tomamos em relação às dificuldades e fatores estressantes. É preciso ver, como os sábios, a vida por si só como satisfatória!

Sim, há a questão das crenças religiosas sobre o “pós-vida”, ou mesmo a ausência dessas crenças – não quero me ater aqui a essas questões, afinal, cada qual com seu cada qual!
Mas seja crendo que é preciso saber viver bem aqui para viver a eternidade ou apenas crendo a vida se encerre com a morte física a única certeza absoluta e universal é: Todos morrem...

Antes de concluir, porém, uma pequena história de que gostei muito!

Conta-se que um turista foi visitar um famoso rabino e que chegando lá se admirou, pois o rabino morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco e o turista perguntou ao rabino “Rabino, onde estão seus móveis?” e o rabino disse “Primeiro me diga onde estão os seus!” O rapaz respondeu “Os meus? Mas eu estou aqui só de passagem” e o rabino respondeu “Eu também!”

... Concluindo:

...Todos morrem...
Mas nem todos vivem!



...beijinhos***




Recado: Importante! A “bibliografia consultada” para o post de hoje são lembranças que tenho de audições do programa de rádio do Dr. Luiz Ainbinder e da leitura de colunas de jornal de Shmuel Lemle.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Investigando Noel


Como é que o Papai Noel pode estar em todos os Shoppings?
Quantas casas ele tem que visitar ao redor do mundo todinho em apenas uma noite? Acho que teriam que ser muitas casas por segundo!
Com perguntas como estas que minha prima Bianca e eu quando éramos crianças resolvemos que se a gente flagrasse Papai Noel poderíamos perguntar, e ele teria que nos contar!
O plano era simples: não dormir e vigiar!
Depois de algum tempo fingindo dormir eu chamei a Bia.

_ Bianca você tá acordada?
_Ah! O que foi? Eu dormi! Ele já passou?
_ Não pode dormir Bia! Temos que vigiar!
_ Aline! Barulho lá em cima! Ele deve ter entrado pela chaminé! =O
_Aff! Aqui nem tem chaminé! Ele deve ter entrado por uma das janelas do andar de cima!
_ =O É! Parece que veio do quarto da mamãe!
_Nuss! Os tios teem o sono pesado mesmo! Nem acordaram! Rápido vamos vigiar a escada! Seus irmãos estão dormindo?
_Sim.
_Ótimo!

Então corremos e vimos que alguém estava para descer as escadas e acendemos a luz...

_ Tio Beto!!!/ Papai!!!
_Aline e Bianca! O que estão fazendo acordadas? Vão dormir meninas!
_Nós ouvimos barulho – eu disse.
_Então! Eu também ouvi e vim ver se era algum ladrão! Vão dormir agora! Tá? – respondeu tio Beto.

Voltamos para o quarto.

_Não era o Papai Noel era seu pai! – eu disse.
_Vamos continuar vigiando né?
_Sim, seu pai já deve ter voltado pra cama, vamos vigiar a sala, a árvore está lá!

Fomos vigiar a sala e ficamos lá por um tempo até que vimos um vulto rondando a entrada.

_Aline! =O
_Seu pai estava certo, é um ladrão! Rápido fica escondida ao lado da porta com aquele vaso na mão e se ele entrar você acerta bem na cabeça!

O vulto se aproximou, parecia ser um homem.
Ele mexeu na porta e entrou. Bia de cima de uma cadeira o acertou bem na cabeça eu acendi a luz rápido e...

_ Tio Beto!!!!/ Papai!!!!
_ Aiiii minha cabeça! Que diachos você estão fazendo?
_ Nós pensamos que era o ladrão! – respondemos.
_ Errr... É eu fui lá fora ver se tinha mesmo um ladrão – respondeu tio Beto
_ Que bolsa enorme é essa tio? – perguntei.
_Errr... É o lixo! Seus primos esqueceram de deixar no latão da calçada. Quer saber, vocês deveriam estar dormindo! Vão já dormir!

Voltamos pro quarto.

_ Que droga! Nada do Papai Noel! Como ele demora! – disse a Bia
_ Ele deve estar entregando os presentes em outros lugares ainda! – respondi.
_Será que a gente vai conseguir flagrá-lo mesmo?
_Já sei! O Papai Noel tendo que correr tanto e entregar presentes em tantas casas deve ficar com fome! Vamos fazer um sanduíche saboroso e deixar na mesa da cozinha, ele não vai resistir e vai querer o sanduíche!

Fizemos um delicioso sanduíche, com fatias de peito de peru e maionese P= Eu mesma quase não resisti à vontade de comer o sanduíche!
Ficamos na espreita!

_ Aline! Alguém está olhando o sanduíche!
Rapidamente acendi a luz e...

Tio Beto!!!/ Papai!!!

Tio Beto estava com o sanduíche na mão e pronto a dar uma mordida.

_ Não pode comer esse sanduíche é para o Papai Noel – eu disse
_ O que o senhor tá fazendo aqui papai? – perguntou a Bia.
_ Errr... Eu senti sede ué! E vim beber água aí eu encontrei esse sanduíche e... Ei já não falei para irem dormir?

Bianca foi para a sala e de lá gritou:

_Aline! Os presentes estão debaixo da árvore!!!!

Enquanto a Bia provavelmente olhava os presentes eu continuei na cozinha.

Ah!!! – exclamei apontando o tio Beto.
_ Você é o Papai Noel, tio! Descobri tudo! Quando te encontramos na escada o senhor ficou com as mãos pra trás, estava escondendo algo! Depois quando entrou pela sala estava tentando colocar os presentes na árvore! O que o senhor fez depois sem a gente ver e veio aqui na cozinha e a prova é que a bolsa grande está na sua mão e vazia! Não era o lixo! Eram os presentes!
_ Errr... =( A verdade Aline é que...
Antes que tio Beto continuasse a falar a Bianca gritou novamente da sala:

_ Aline! Aline! Corre vem rápido! – gritava eufórica debruçada na janela!

A Bia gritou tanto que acordou todo mundo! Minha tia e meus primos vieram todos pra sala.

_O que foi Bia? – perguntei.
Eu vi o trenó do Noel voando! Que lindo era! Com as renas e tudo!
_ Você.... viu o trenó? =S
_ Sim!!!! *-* Ele deixou os presentes e saiu voando!
_ Que danado esse Papai Noel! Aproveitou enquanto o tio Beto nos distraiu roubando o sanduíche! ^^

Abracei a Bia e disse:
_Ano que vem a gente pega ele!

Fim.


...beijinhos***





segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Predestinado?

Como é bom ver meu bairro ter uma noite e madrugada de festa com seu ilustríssimo morador, o Fluminense, que além de Fred, tão importante dentro e fora dos campos, tem todo um elenco de qualidade, uma diretoria profissional, um grande treinador e uma torcida linda! E todos tiveram seus méritos no título conquistado ontem! Eu, nascida, criada e moradora de Laranjeiras, com todo respeito aos leitores torcedores dos demais clubes, hoje, muito feliz e rouca,  posto um texto sobre a partida de ontem. Espero que você goste e se diverta lendo!

Domingo com possibilidade de título brasileiro para o Fluminense.
Antes do jogo minha prima Bianca, assim como eu tricolor de coração, me telefona agitadíssima!

“Aline, Vamos ser campeões hoje! E com gol do Fred!”

“Ah, Bia! Vou torcer muito! E eu quero muito que tenha gol do Fred também! Eu gosto muito dele! É meu ídolo do futebol!”

“Aline! Vamos ser campeões HOJE!” – com ênfase no “hoje”

“Tomara, Bia! Pode ser hoje...”   

“Pode não! VAI SER HOJE! Eu fiz as contas!”

“Conta dos pontos? É, o outro time empatando...”

“Nãooooo! Olha só! Hoje é dia 11 de novembro! Certo?”

“É”

“E Novembro é mês 11! Então é 11 do 11! E 1+1 =2 do dia mais 1+1= 2 do mês! Então somando dá 4! É o Tetra!”

“Err”

“E estamos em 2012! E 2+0+1+2 é igual a 5, que somado com aquele 4 é igual a 9! E 9 é o Fred! E ‘Fred’ tem 4 letras! Ele vai fazer o gol do Tetra, Aline!!! O título é nosso! Entendeu?”

“Err... Você anda lendo aqueles livros sobre Numerologia, né?”

“Sim! Mas, além disso, a previsão do signo de Libra é que ‘as atenções se voltam para os librianos hoje’, quer dizer, ele será o herói da partida!”

“=| Peraí! Que tem Libra? É o signo dele? Você sabe até o signo do Fred!”

“Sim, ele é de 3 de outrubro!”

“^^ Ah, Bia! Tomara que você esteja corretíssima!”

“Ah! Eu queria mesmo era tá lá no estádio, ou tá aí em Laranjeiras com você! Aí deve estar ultra agitado com o jogo! E você sabe como é aqui em casa, né?”

“Sim, seus irmãos flamenguistas te perturbando, né? Aqui o bairro, claro, está com todas as atenções voltadas para o Fluminense! Mas esse ano teria mesmo que ser especial para o Nense! Afinal, é o ano do Centenário do Nelson Rodrigues!”

***

Papai e eu assistíamos ao jogo, torcendo muito até que no finalzinho do primeiro tempo gol! E do Fred!

Bianca telefona no intervalo:

“Viu, Aline? EU TE FALEI! Do Fred! E foi o 18º gol dele no campeonato e 1+8 é igual a 9, e o gol saiu aos 45 e 4+5 é igual a 9! Ele é ‘O Predestinado’!”

“^^ Ah, Bia!” 

“Aline, O número 9 é o que ‘trabalha e realiza’!”

“Sei, a Numerologia de novo, né?”

***

Segundo tempo de jogo. O Nense ampliou a vantagem para dois gols (gol contra do adversário, forçado por mais uma jogada dele, Fred) Enquanto na outra partida que envolvia a decisão o resultado se tornava favorável à equipe das Laranjeiras.
Mas como um drama que parece “sina” e digno de ter sido escrito por Nelson Rodrigues, vimos o adversário empatar, e depois vimos uma defesa incrível do Paredão Cavalieri!
Com a partida já perto do fim, quando parecia que a festa do título seria adiada... Toca o telefone. Era Bianca.

“Aline, prepara o grito! O Fred vai marcar outro! O 103º dele, e 1+0+3 é igual a 4 vezes campeão!”

“É daquelas coisas que você já sabe?”

“Simmm!!! Ai, Aline! Sabe o 9, né? Então! O número 9 é ‘aquele que aparece para salvar quando tudo parece estar perdido’!  ‘O Iluminado’ vai fazer mais um!”

(Iluminado? Não era ‘Predestinado’?)

“Espera, Bianca! Espera! Olha! OLHA!!”

=O Goooooooooooooooooooool!!! o/ (e sabe de quem, né?)

Gritos, Euforia... e coro de “O Fred vai te pegar!”

(E ainda bem que para postar não preciso falar, só escrever, por que fiquei quase sem voz)

Já um pouco mais calmas:

“Ah, Bia! Se ele é o predestinado, eu não sei! Sei que ele joga muito! É sempre ele! O gol salvador de 2009, a bicicleta da decisão estadual, o lindo voleio no Fla-Flu...”

“Aline, o 9 se realiza ao fazer alguém feliz!”

“^^ Que bom que ele escolheu a torcida tricolor pra fazer feliz, né?!”



...beijinhos***

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Como Será Ter Vinte Anos?



Mês passado completei vinte anos! E hoje eu estava me lembrando de quando eu tinha uns catorze e conversava com minhas amigas imaginando como seria ter dezoito, ou ter vinte! Ditte Chan era uma dessas amigas e tínhamos conversas que eram mais ou menos assim:

Seis anos atrás...



Ditte Chan: “Como será que vai ser quando a gente tiver 20 anos?”
Aline Thompson: “Nuss! Isso é só em 2012! Mas por que vinte?”
Ditte: “Sei lá!!! É um número redondo! E vamos ser adultas! Podendo sair à noite, dirigir, viajar pro exterior...”
Aline: “Com vinte a gente pode estar até casada já!”
Ditte: “Ah não! Nada de casamento! Sabe casamento parece bom, mas depois que você entra é que nem ‘Jogos Mortais’! Um dia a gente acorda e descobre que tá acorrentada e depois pra sair dele a gente cortaria a própria perna!”
Aline: “Ai, Ditte! Também não é assim sempre! Tem casamento fofo!”
Ditte: “Já que você pensa assim, me diz com quem você casaria?”
Aline: “Hm”
Ditte: “Vai diz! Pode ser famoso”
Aline: “Hm”
Ditte: “Diz alguém logo!”
Aline: “Tá! O Johnny Depp! *-*”
Ditte: “Alôuuu! A gente tá falando de quando a gente tiver vinte anos! Quando isso acontecer o Johnny Depp vai ser um velho de cinquenta anos! Ele deve tá careca, barrigudo e ninguém mais vai achar o Depp bonito!”
Aline: “Vai nada! E ele vai ter só quarenta e nove! Meu pai tem quarenta e cinco e é super charmoso”
Ditte: “Você diz por que é seu pai, e seu pai já tá até careca!”
Aline: “Nem tá! Tá calvo! E você? Não vai casar nunca, então?”
Ditte: “Vou sim, mas só quando eu estiver bem super velha! Com uns trinta!”
Aline: “E casar com quem?”
Ditte: “Hummm...”

- Dr. Olavo, meu pai, aparece no quarto.

Ditte: “Oi, Dr. Olavo! ^^ O senhor hoje tá gatão! Essa roupa ficou boa!”
Aline: --‘
Dr. Olavo: “De que vocês estão falando, que estão tão animadas?”
Ditte: “Dos nossos casamentos”
Dr. Olavo: =|
Aline: “Não é pra agora, pai! A Ditte disse que vai casar quando for super velha, com uns trinta”
Dr. Olavo: --‘ (pausa) “A Aline com uns quarenta talvez case! E depois disso quem sabe até faça sexo”.
Ditte: “Não se preocupe, tio! Atualmente nossa vida amorosa é tão animada quanto a do Papa!”
Dr. Olavo: “Tá! Vou deixar vocês conversarem!”
Ditte: “Até mais, Dr. Olavo!”

“Aline, em que você pensa trabalhar?”
Aline: “Eu adoraria ser cantora! *--* Mas sou muito tímida! E cantar de verdade com o público não é a mesma coisa que subir na cama com uma escova de cabelo como microfone e imitar o ‘Three Days Grace’, como a gente faz! =/ Ah! Ser VJ da MTV seria muito legal também! *--* Mas sou muito tímida, não iria dar certo... =/ Ah! Eu adoro inventar estilos de cabelo! Eu poderia ser cabeleireira! E fazer cabelos coloridos na galera...”
Ditte: “Mas até lá você vai conseguir arrumar pelo menos o seu, né? Por que tem que ser boa! Sei lá! Ah você pode acabar querendo ser algo nada a ver, tipo psicóloga...”
Aline: “Psicóloga? ¬¬”

- Dona Ana (lá da rua) “JUDITEEE!!!!!”
Aline: (...)
Ditte: (...)
Aline: (...) “er... Não vai atender à sua mãe?”
Ditte: “Nãooooo! Ela chama toda hora e sempre pra algo sem importância e estamos conversando coisas sérias!”


Aline: “Verdade! Então tá, sabichona! E você vai trabalhar com o que?”
Ditte: “Acho que com mangá!”
Aline: “Desenhar mangá seria o máximo!”
Ditte: “Não! Vender! Eu compro tantos! Quando tiver vinte já vou ser velha devo ter deixado de gostar, aí todos que juntei serão raridades preciosas! Alôuuu²! A gente tá falando da gente com vinte anos!!!!”
Aline: “A gente também não vai ter mudado tanto nosso gosto!”
Ditte: “Você acha que ainda vamos ser emos?”
Aline: “Claro! Vamos ser emos até sermos velhinhas! E com vinte vamos poder ter uma tatuagem de caveira!”
Ditte: “E tatuar nossos nomes em japonês também!”
Aline: “É, e umas flores também...”
Ditte: “E podemos viajar pra Europa! E vou conhecer a Itália!! *---* E vai ser perfeito, que nem no filme ‘Sabrina vai à Roma’, sabe? Eu posso conhecer um cara fofo que anda numa lambreta! Talvez case com ele quando fizer os trinta...”
Aline: “Mas com vinte a gente não deve tá trabalhando ainda, vamos estar na faculdade!”
Ditte: “A gente poderia fazer faculdade no exterior!”
Aline: “Isso é uma boa ideia! Pra estudar numa muito renomada tipo Harvard ou Oxford!”
Ditte: “Nãooooo! Pra entrar em alguma irmandade super irada! Aí a gente pode ter uma amiga chamada Britney e namorar um cara muito gato chamado Bob, do time de futebol americano! Ah mas aí a gente vai conhecer alguma garota nojenta chamada Tiffany e...”
Aline: “Acho que você tá assistindo muita Sessão da Tarde!”

***


No ano seguinte Ditte Chan se mudou para Europa com os pais e o mais novo dos seus irmãos. Ela conheceu a Itália, mas não conheceu um cara fofo com uma lambreta. Ela ainda é fã de mangá. Voltou a morar no Rio de Janeiro, onde reside atualmente. E hoje em dia eu que corto e pinto o cabelo dela!





Aline Thompson escreve esse blog, não usa mais “estilo emo”, ainda não se casou, mas namora sério, cursa Psicologia.








Johnny Depp ainda é um gato.









Dr. Olavo, agora com cinqüenta e um, usa boné pra esconder a calvície e continua um pai super protetor e ciumento.










Ah! Desistimos de tatuar a caveira! Mas ainda acho fofo tatuar flores ^^

Bem, é isso!
...beijinhos***
 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

De Volta à Mansão Thompson.



O post de hoje é uma história fictícia, um conto inspirado em outro post fictício meu de 2010, “A Mansão Thompson” e também inspirado no episódio “The Secret of the Whispering Walls” da série Nancy Drew para TV. Para não “picar” o conto em “capítulos” fiz um post maior do que o de costume! Espero você goste!

 Durante minha viagem no meio segui até a Inglaterra com destino à cidade de Salisbury, no condado de Wiltshire, onde moram meus primos do segundo grau que trato como Tio Albert e Tia Megan. Além de visitá-los encontraria com Bianca minha prima e meus tios que estavam de férias por lá.
Após a viagem eu precisava descansar e foi o que fiz depois do encontro com meus parentes. Bianca me contou sobre ter estado em Londres e como isso fora incrível, mas que estava super ansiosa por minha chegada, já que apesar de Londres ser “tuuuuudo”, ainda não era o local que ela estava mais ansiosa para visitar. Imaginei tratar-se de Stonehenge (um momento megalítico da idade do bronze localizado nas planícies de Salisbury).

“Claroooooooo que quero estar em Stonehenge! Mas estou falando da Mansão Thompson!”

Bianca se referia à antiga mansão situada na estrada Odstock (o meio do nada) sobre a qual contam histórias de assombrações e é chamada de Mansão Thompson, pois há relatos de que lá viveram pessoas de sobrenome Thompson (por sinal, meu sobrenome) e que seus espíritos assombram o evitado endereço há séculos.

“Bianca, é uma casa velha! E pra falar a verdade coisas muito estranhas aconteceram quando estive lá em 2010 com a Amanda e os irmãos dela! Você os conheceu? Os vizinhos aqui da casa ao lado.”
“Sim, eu conheci e eles falaram que não voltariam lá de jeito nenhum, por que acham que o Daniel (irmão da Amanda) dormiu com um fantasma no sofá! Mas a gente pode ir lá, né?”

Bianca acabou me convencendo de tanto que insiste! Ai essa menina parece comigo!
Saímos para visitar a velha mansão e Bianca levou câmera, pois queria uma foto dos fantasmas! (seria o máximo voltar das férias e mostrar os fantasmas de uma mansão com nosso nome! Pode?).
Nada de ir à noite, vamos de dia mesmo! A última vez foi bem tenso! Ela preferia a noite, afinal, é quando é mais fácil ver os fantasmas, mas fomos ainda com dia claro. Era isso ou nada.
O ônibus enguiçou no caminho (logo ônibus inglês?) 


“Tá vendo, Aline? Os fantasmas sabem que serão descobertos!” comentava animadíssima minha prima. 
“Tá, vamos seguir a pé daqui, não é muito mais longe”.

Depois de alguns quilômetros cruzamos com um homem muito estranho que caminhava pela estrada.

“Que roupas são essas? Esse cara é desse século?”.
“Claro que não, Aline! É de séculos atrás! É um fantasma” disse a Bia.

O sujeito com capa pesada, chapéu caído, que andava mancando e carregando ferramentas de campo se precipitou em nossa direção. Saímos correndo. Bia gritando/ correndo/ tentando tirar foto.
“Tudo isso pra não dar uma esmola?” comentou indignado o homem após estarmos a uns trezentos metros de distância. Bia e eu nos olhamos. “Estranho!”


Seguimos até a mansão! Uma velha construção vitoriana abandonada e de portões enferrujados! A Mansão Thompson! Ela é de dar arrepios!


“Tá bom Bia! Vamos olhar lá dentro rapidinho e vamos embora!” eu disse.
Atravessamos o terreno e entramos na mansão...
“O Daniel dormiu foi nesse sofá aqui?” perguntou Bia.
“É foi sim!”.
“Que coragem, deve ter muitos ácaros!”

Apesar de tudo estar abandonado eu achei que o lugar estava mais limpo do que da vez em que Amanda, Daniel, Lucy e eu o visitamos!
Bia estava super empolgada e sabia de toda a história ocorrida em 2010.

“Vamos ver o banheiro de cima? Não foi lá que você viu o fantasma no espelho?” pediu Bia.
“É, foi sim.”

Subimos as escadas, em minha memória veio o quanto me senti desconfortável e como minhas mãos suavam frio
quando as subi daquela vez!
Um tremendo estrondo assim que acabamos de subir e um susto daqueles! Era a escada que despencou assim que chegamos ao segundo andar!

“Ai tá vendo, Bia? E se estivéssemos no meio da escada ainda? Isso que dá entrar escondido em mansões abandonadas por séculos!”
“Foram os fantasmas! Querem nos prender no segundo andar! D= Peraí! Mas os fantasmas não são Thompsons como nós? Deveriam ser legais com a gente!” disse a Bia.

Eu já estava arrependida de topar a besteira da visita!

“Tá Bia, vamos ver essa droga de banheiro e depois vamos sair daqui, deve haver outro modo de voltar para o primeiro piso!”

Entramos no banheiro.

“Tá aí o espelho! Pode tirar uma foto dele e torcer pra ter fantasma nela e vamos embora!” eu disse.

A porta do banheiro bateu forte fechando, Bia se agarrou em mim e começou a gritar.

“Calma Bia! Isso deve ter sido uma forte corrente de ar!” e corri para abrir a porta, mas... “Que droga, Bia! Essa maçaneta velha e enferrujada travou, não tem como abrir! Agora estamos presas aqui!”
Bia respondeu “Foram os fantasmas! Não fica nervosa, Aline, eu li numa revista de Wicca que espíritos malvados se alimentam de raiva! Ué! Mas será que os fantasmas Thompsons são do mal, Aline?”
“Ai Bia, para com isso de fantasma e telefona para seu pai, pro tio Albert... pra alguém! Vamos levar uma bronca daquelas, mas eles nos tiram desse lugar!”

Os telefones estavam sem sinal (Lógico!), Bia deu o crédito da falta de sinal aos fantasmas.
Estávamos presas lá e já estava escurecendo! É! Não saímos tão cedo quanto deveríamos!
Enquanto planejávamos chutar a porta até abrir começaram sons! Muitos sons! Ficamos assustadas!

“São os fantasmas!” sussurrou a Bia.
“Ou são outras pessoas na casa!” respondi.

Resolvemos ficar quietas. Muito tempo se passou. Bia estava com muito medo e tapava os olhos dizendo que o fantasma apareceria no espelho a qualquer momento, e que iria querer nos arrastar através do espelho para o pós-vida e coisas assim. Os estranhos ruídos continuavam.

“Espera, Bia! Aparecem vir de DENTRO DA PAREDE!”
“=O Será que tem os ossos de algum fantasma que morreu assassinado aí dentro?” disse a Bia. “Ele quer que encontremos e finalmente saibam do assassinato!”
“Espera!” eu disse depois de dar algumas batidinhas na parede.
“Esse pedaço aqui atrás desse papel de parede parece oco!”

Rasguei o papel e para nosso espanto havia um túnel! Entramos no túnel usando as luzes dos celulares que estavam fora de área, mas que ainda bem não tinham ficado sem bateria. Era um túnel estranho, e descia, fomos descendo cada vez mais e eu percebi que fomos parar abaixo do nível da mansão. Quanto mais a gente avançava os ruídos ficavam mais altos e claros! Eram ruídos de máquinas!
Chegamos a uma caverna escondida debaixo da mansão, com máquinas funcionando, chegamos mais perto e...

“Euros! Aline, são máquinas de falsificar dinheiro!” gritou Bia.
“Não grita!” - Tarde demais!
“O que temos aqui? Meninas enxeridas! Pois é, mocinhas! Uma mansão com fama de assombrada no meio dessa estrada sem nada é um esconderijo perfeito para a gente! Mas vocês não vão sair daqui pra contar isso a ninguém!” disse um dos três caras com cara de bandido que apareceram.
“Corre, Bianca!” saímos correndo pelo túnel!
“Segura essas garotas” gritou um dos bandidos. “Cadê a arma?” perguntava aflito outro bandido. “Vamos logo, vocês não conseguem segurar duas garotas?”

Seguimos loucas em nossa disparada pelo túnel até que...

“AAAAAAAAAHHHHHHH! FANTASMA!”

Demos de cara com uma senhora no túnel.
Som de tiro e eis que despencou parte do túnel com o estrondo da arma, separando a gente dos bandidos. À essa altura Bia preferia os bandidos de tanto medo da senhora que apareceu.

“Meninas, venham comigo! Eu sei como sair daqui!”

A senhora salvadora nos levou por um caminho subterrâneo que conduzia até uma saída ao lado da mansão, no caminho nos contou que sabia, fazia algum tempo, sobre aqueles bandidos, que nos viu entrar na mansão e nos seguiu preocupada!
Quando saímos pela portinha ao lado da casa nos surpreendemos! A polícia havia chegado ao local e também prendido os bandidos! Tio Beto (pai da Bia) preocupado conosco acabou sabendo da Amanda que nós “só poderíamos estar na tal mansão assombrada”! E foi atrás da gente com uma viatura!

“Fazia tempo que estávamos atrás desses bandidos!” disse a polícia.
“Onde está a senhora que encontramos?” quis saber Bianca.
“Não sei!”

No dia seguinte (e depois de uma bronca daquelas) estávamos na casa do Tio Albert e...

“Aline! Olha esse quadro! É a senhora que nos ajudou! É ela! Eu não vou esquecer nunca esse rosto!” disse a Bia! 

“Que isso Bia! Ei! Sim! É ela! Tenho certeza! Tio Albert, quem é essa senhora? Ela que nos encontrou no túnel!”

“Impossível Aline, esta senhora... é sua tataravó... e faleceu em 1902!”

=| 





Feliz Halloween! E...
...beijinhos***
 

 

 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Histórias da Minha Adolescência.



Com Namoradinho no Shopping e o Encontro com Papai!



Era uma vez minha adolescência!
E lá estava eu, toda prosa, passeando no shopping depois das aulas com um namoradinho, quando...


“Olá rapazinho que está acompanhando a minha filha!”

Disse uma voz forte, grave e bastante conhecida vinda de trás da gente!
Oh não! Papai vai estragar tudo com o Lucas =(
Nós nos viramos.

“O rapaz é alguma coisa sua, Aline?”

“Er...”

=| Responde que é seu amigo, Aline!
Mas seria mentira!
Mas vai ferrar tudo se eu disser “n-a-m-o-r-a-d-o”!
Diz “amigo”, Aline! Diz Logo!
Ai droga, A Consciência tinha que aparecer! O papai vai...

“Nós estamos namorando Sr. Olavo. Eu queria mesmo conversar com o senhor pra dizer que a Aline e eu estamos namorando e pedir seu consentimento”

=| Ai! Por que o Lucas falou isso? Ah não! Agora vai dar bode!
Ai que micão! O papai vai proibir!!!
Calma, Aline!

Olhei para a cara do Lucas, olhei para o Papai...

Já sei! Vou usar minha capacidade psíquica de ler pensamentos!

Olhei para o Lucas procurando ler sua mente!

“Vou falar para o Sr. Olavo do quanto eu a amo! Nós vamos namorar oficialmente! E no futuro vamos nos casar, ter gatos de estimação e sermos felizes pra sempre”

*--------------* Ownn! Que fofo!!! Que lindo! O Lucas tá pensando sobre a gente ser feliz pra sempre e sempre e sempre! S2

É, com certeza é isso que ele tá pensando! Ai vai dar certo!
Agora o pensamento do papai!

Olhei para o Papai, procurando ler sua mente! Afinal meus poderes de leitura de mente que desenvolvi depois de ler aquele artigo no Almanaque Wicca sempre funcionam perfeitamente! (É! Naquela época eu vivia intensamente a “coisa da Wicca” eu era a própria Hermione Granger)

“Eu vou matar esse moleque e entregar o corpo à família!”

=| Oh não! Papai está pensando em matar o Lucas =(
Vai dar tudo errado!
E pior ainda! A gente tá pagando mico no Shopping!

“O senhor é namorado? Estranho eu não estar sabendo de nada disso ainda!”

Calma, Aline! Tem muita gente no Shopping! Se por um lado isso é um micão, por outro tem muitas testemunhas o papai não vai matar o Lucas aqui, talvez ele até se acalme...
Você tá louca, Aline? O papai não mataria ninguém e... Ei é melhor eu falar algo.

“A gente ia falar pai, mas a gente começou a namorar ‘mesmo mesmo’ na quarta passada...”

Own que perfeito foi a quarta-feira! *-* Pena que agora foi tudo por água abaixo =(

“Não demorem muito mais tempo na rua! Viu? Se vocês vão namorar tem que ser casa! Tratem de antes do fim de semana irem lá conversar com a dona Katarina Beatriz!”

Ufa! Ficou tudo bem!

Papai que já estava indo se deteve e se voltando para o Lucas perguntou:

“Para que time você torce, rapazinho?”

=| Ih! Qual será o time do Lucas? Tenho que usar minhas incríveis capacidades psíquicas novamente!

“Não diz Flamengo! Não diz Flamengo! Não diz Flamengo!” (Papai tricolor não iria gostar nada dessa resposta)

- “Fluminense =S” O Lucas respondeu estranhando um pouco a preocupação do papai!

Ufa!

Nusssss Meus poderes psíquicos eram demais!!!!

xD


...beijinhos***

domingo, 2 de setembro de 2012

“Histórias terríveis de terror assustador que dão medo! D=”


Hoje trago uma história fictícia que espero que você se divirta lendo tanto quanto eu me diverti criando!

“O Lobisomem de Maricá”

Ditte, Nanna, Sabrina e eu decidimos passar o fim de semana em Maricá - RJ! Poderíamos curtir o sítio da minha avó Alice e também as praias da cidade! E para já estar lá no sábado de manhã cedinho, fomos do Rio pra lá na sexta à noite com a Ditte, nossa motorista oficial, em seu “Ditte-móvel”. Queríamos um “Final de Semana das Meninas”!
É! E os meninos: Rafael, meu namorado, Jonas, namorado da Nanna e Giovane ficante tão ficante da Ditte que já vale como namorado, reclamaram muito! (A Sabrina sendo a solteira do grupo)

“É isso sim! “Final de Semana das Meninas”! Ora! E não vamos fazer nada demais! Só ter papo de menina, ter tempo com as amigas! E vocês teem que aceitar e se comportarem! Ai ai ai! Aí vocês jogam bola, jogam vídeo-game... o que é de menino com amigo menino!” – dissemos a eles!

Chegamos ao sítio da Vovó Alice por volta de nove da noite, e lá estávamos até que...

“Sabe que estou com pouco de fome?” – disse a Nanna
“Er.. Vó, tem algum ‘lanchinho’?” – perguntei
“Eu posso preparar um ensopado de nabo delicioso com os que colhi hoje” – respondeu minha avó.
“Nabo?” – Nanna me perguntou baixinho
“Nãooo! Que isso Dona Alice! Não! Ó! Já estamos aqui nos convidando pra abusar da hospitalidade e não vamos dar esse trabalho! Vamos à cidade que eu... er... Bem, aí a gente lancha uma besteira lá! ^^” – disse a Ditte, querendo escapar do cardápio.
“Vamos meninas, vamos lá!” – A Ditte nos chamou para o carro
Entramos no carro, ela deu a partida e disse: “Vamos procurar um lugar com pizza!”

***

Ditte errou o caminho e ao invés de irmos para o centro de Maricá fomos para Bambuí no distrito de Maricá! Chegando lá tudo estava muito estranho! Não era tão tarde! E fim de semana! E não havia ninguém! Absolutamente ninguém na rua! Tudo estava fechado. Qual seria o motivo para isso?
A Pizza? Eu já tinha me dado conta de que eu podia parar de sonhar com o sabor de uma deliciosa marguerita! Não tinha nada aberto!

E pra piorar o carro escangalhou!

“Aff, Ditte! Esse eu carro só ferra com a gente! Isso é hora dele dar problema?” – reclamou a Nanna.

Sabrina fez cara de preocupada.

“Calma! Já conheço meu carro e isso não é nada demais! Até eu posso consertar!” – respondeu a Ditte.

Uma hora depois...

“Er... Acho que o carro não vai pegar” – disse a Ditte e continuou: “E pior!”
“O que?” – perguntei
“Arruinou as unhas que fiz hoje, olha! =( Estava tão bonitinho!”
“Que droga, Ditte! Já se deu conta que somos quatro garotas completamente sozinhas no meio de uma cidade que, muito estranhamente, está deserta?” disse Nanna alterada!
“Vamos gente! “Final de semana das meninas”! o/ Vamos ficar calmas, ligar pra alguém...” – tentei amenizar
“A Lua está tão cheia!” – comentou Sabrina.
“Verdade, ela está linda!” – comentou Nanna.

Nós nos distraímos olhando a beleza do luar quando de repente surgiu perto de nós, a provável única outra pessoa na rua além da gente! Uma senhora muito idosa, com cabelos compridos e brancos, rosto muito enrugado, usando uma manta bordada preta...

“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH!!!!!” – gritou a Sabrina

Olhamos para Sabrina
“Desculpa gente! Me assustei!”

A senhora nos disse:

“O que vocês moças estão fazendo fora de casa à essa hora hoje? Não estão vendo que hoje é noooite de lua cheiiia? A noite em que a criatura surge?
 “Er... Desculpe, a senhora disse ‘criatura’? Que tipo de criatura?”
– perguntei
“Vocês não sabem? Que aqui pelas bandas de Maricá, existe uma criatura peluda...”
“Um cachorro???”
– perguntou a Ditte
“Não! Uma criatura com garras afiadas...” – respondeu a velha senhora.
“Um gato???” – perguntei.
“Não!!! Nem cachorro nem gato, mas parece mais com cachorro!” – respondeu a velha senhora.
“Um cotia???” – perguntou a Nanna.

Todas olhamos para a Nanna.

“Ah! Que foi? Vocês falaram os melhores palpites!”

“Um lobo!” – disse a velha senhora. Antes que Sabrina desse algum palpite incrível também

“=O Um lobo? *-------* Ownnnn Que fofo!!!! Aim!!” – exclamou a Sabrina

--‘

“Melhor dizendo, um licantropo!” – disse a velha senhora
“lican – o que?” – perguntou a Sabrina
“Lobisomem, sua besta!”
“A senhora disse ‘lobisomen’? Lobisomem mesmo?”
“É! Um lobisoooooomen que anda por essas bandas de Maricá!”
“=O Gente! E se ele for lindo que nem o Taylor Lautner? *---*”


Bati a mão na testa! “Aff!”
Ditte fez expressão emburrada: “Sabrina, Isso n-ã-o é C-r-e-p-ú-s-c-u-l-o!!!”

“Ah! Acho o vampiro mais gatinho” – comentou a Nanna.
“Não é não!” – respondeu a Sabrina
“É sim!”
“Não é nada!”
“Pois eu acho!”
“Hunf! Eu sou ‘team Jacob’! RUM”


“Chega de palhaçada! Não é que nem o Taylor Lautner, Sabrina!” – brigou a Ditte

“Ah! Tudo mundo sabe que os vampiros são mais poderosos que os lobisomens!” – disse a Nanna
“São nada!” contestou a Sabrina
“São sim!”
“Ai que besteira! Os lobisomens ganham fácil”
“Ganham nada!”


“Gente, por favor, para!” - interrompi

“Mas a senhora tem assim motivos pra crer na existência real e palpável de um licantropo, um lobisomem aqui? Tipo, a senhora já o viu?” – perguntei

“Bem... ver... ver... assim, ver messssmo... não vi! Mas sempre encontro vestígios de que ele esteve nos lugares! Arranhados, pelos de lobo...”


“Tão vendo? Ninguém viu, não podem dizer que não é que nem o Taylor Lautner!” - disse a Sabrina.

“Aline, eu vou bater nela!” – Disse a Ditte.

“Vocês não podem continuar aqui na rua! A Criatuuuura pode aparecer!” advertiu a velha senhora, e continuou:
“E o lobisooooomen já atacou muitas moças aqui em Maricá!”

Então a senhora apontou para Sabrina e disse: “Ela corre um pouco menos de perigo”

Sabrina: =| “Por que eu corro menos risco de ser atacada pelo lobisomem?” questionou indignada.

“É que a maioria das meninas atacadas eram loiras e você é a única morena do grupo...” respondia a senhora quando a Sabrina pirou:

“O que??? Esse lobisomem só porque é lindo, e forte, e tem um sorriso que deixa a gente derretida e aqueles olhinhos tão lindos fica assim cheio de marra? Quer dizer que o lobisomem prefere loira? Ah!!! Se eu pego esse lobisomem! Eu ataco e dou um amasso nele que ele vai ficar apaixonadinho! Coloco esse lobo na coleira!”

“Esquece a droga do Taylor Lautner, Sabrina! E essa droga de Saga Crepúsculo!” – gritou a Ditte e foi seguida pela senhora:

“É, minha filha! Filme mequetrefe esse! Poxa! Fala do “A Hora do Lobisomem -Bala de Prata”, fala do “Grito de Horror”, ou de “Lobo” com Jack Nicholson” fala até do “Um Lobisomem Americano em Londres”! Mas esquece Crepúsculo!”

“Caraca!” interrompeu Ditte: “Eu vi um antigo muito divertido, mas não é terror, com o carinha do “De Volta para o Futuro”
“Michael J. Fox” – eu disse e continuei: “Nuss, é antigo que nem o “De Volta...”, ele é lobisomem e joga basquete! Eu ri muito...”

“Chega de falar de cinema!” – gritou a Nanna e continuou: “Vamos nos esconder antes que algo ruim aconteça! Não estão vendo que a cidade inteira tá escondida?”

***

A velha senhora nos levou até uma casa onde ficamos escondidas.
Estávamos todas com medo do Lobisomem de Maricá aparecer.
O silêncio tomou conta do ambiente e ficamos escutando apenas os sons do vento nas árvores até que ouvimos passos. Então um ruivo alto, agudo e melancólico soou na noite

“Aúuuuuuuuu!”

A velha senhora então se muniu de coisas estranhas!

“Que são essas coisas, senhora?” Perguntou a Nanna à velha senhora
“Freixo, centeio e acônito! Para espantar o lobisomem!”
E ela também trazia alho e um pentagrama de prata!

“Alho não é pra vampiro?” – perguntou Ditte
“Serve pra lobisomem também!”

Mas o mais estranho de tudo era uma estaca em forma de garfo com a cabeça de um asno!

As perguntas pararam quando ouvimos barulho no portão.
Sentimos nossos corpos gelarem de medo! Vimos que eram três sombras lá fora!
Olhamos pelas frestas da porta de madeira e então eu vi!
Não pude acreditar no que vi! Era impossível de se acreditar! Mas era verdade!
Eram Rafael, Jonas e Giovane que foram atrás da gente!!!

“Oi meninas! Er... Não conseguimos ficar longe de vocês!” – disseram os pasteis!

Ai que vontade dar um cascudo no Rafael! Não dava para aceitar nossa programação de “Final de semana das meninas”? Tinham que seguir a gente? Ai ai ai!
E a Ditte passou também muito rápido de assustada para furiosa! Mas Nanna correu e abraçou Jonas.

“Espera aí! Onde está aquela senhora?” - perguntou a Nanna.

Ela sumiu misteriosamente. E o mais estranho de tudo! Poderíamos jurar que vimos uma forma semelhante a um lobo passar muito veloz pela rua... e usando uma manta bordada preta! =|



É isso!
...beijinhos***

Claro que a história de hoje é fictícia! Afinal, minha avó faz ensopados deliciosos que não trocaríamos nem por pizza!