quarta-feira, 31 de outubro de 2012

De Volta à Mansão Thompson.



O post de hoje é uma história fictícia, um conto inspirado em outro post fictício meu de 2010, “A Mansão Thompson” e também inspirado no episódio “The Secret of the Whispering Walls” da série Nancy Drew para TV. Para não “picar” o conto em “capítulos” fiz um post maior do que o de costume! Espero você goste!

 Durante minha viagem no meio segui até a Inglaterra com destino à cidade de Salisbury, no condado de Wiltshire, onde moram meus primos do segundo grau que trato como Tio Albert e Tia Megan. Além de visitá-los encontraria com Bianca minha prima e meus tios que estavam de férias por lá.
Após a viagem eu precisava descansar e foi o que fiz depois do encontro com meus parentes. Bianca me contou sobre ter estado em Londres e como isso fora incrível, mas que estava super ansiosa por minha chegada, já que apesar de Londres ser “tuuuuudo”, ainda não era o local que ela estava mais ansiosa para visitar. Imaginei tratar-se de Stonehenge (um momento megalítico da idade do bronze localizado nas planícies de Salisbury).

“Claroooooooo que quero estar em Stonehenge! Mas estou falando da Mansão Thompson!”

Bianca se referia à antiga mansão situada na estrada Odstock (o meio do nada) sobre a qual contam histórias de assombrações e é chamada de Mansão Thompson, pois há relatos de que lá viveram pessoas de sobrenome Thompson (por sinal, meu sobrenome) e que seus espíritos assombram o evitado endereço há séculos.

“Bianca, é uma casa velha! E pra falar a verdade coisas muito estranhas aconteceram quando estive lá em 2010 com a Amanda e os irmãos dela! Você os conheceu? Os vizinhos aqui da casa ao lado.”
“Sim, eu conheci e eles falaram que não voltariam lá de jeito nenhum, por que acham que o Daniel (irmão da Amanda) dormiu com um fantasma no sofá! Mas a gente pode ir lá, né?”

Bianca acabou me convencendo de tanto que insiste! Ai essa menina parece comigo!
Saímos para visitar a velha mansão e Bianca levou câmera, pois queria uma foto dos fantasmas! (seria o máximo voltar das férias e mostrar os fantasmas de uma mansão com nosso nome! Pode?).
Nada de ir à noite, vamos de dia mesmo! A última vez foi bem tenso! Ela preferia a noite, afinal, é quando é mais fácil ver os fantasmas, mas fomos ainda com dia claro. Era isso ou nada.
O ônibus enguiçou no caminho (logo ônibus inglês?) 


“Tá vendo, Aline? Os fantasmas sabem que serão descobertos!” comentava animadíssima minha prima. 
“Tá, vamos seguir a pé daqui, não é muito mais longe”.

Depois de alguns quilômetros cruzamos com um homem muito estranho que caminhava pela estrada.

“Que roupas são essas? Esse cara é desse século?”.
“Claro que não, Aline! É de séculos atrás! É um fantasma” disse a Bia.

O sujeito com capa pesada, chapéu caído, que andava mancando e carregando ferramentas de campo se precipitou em nossa direção. Saímos correndo. Bia gritando/ correndo/ tentando tirar foto.
“Tudo isso pra não dar uma esmola?” comentou indignado o homem após estarmos a uns trezentos metros de distância. Bia e eu nos olhamos. “Estranho!”


Seguimos até a mansão! Uma velha construção vitoriana abandonada e de portões enferrujados! A Mansão Thompson! Ela é de dar arrepios!


“Tá bom Bia! Vamos olhar lá dentro rapidinho e vamos embora!” eu disse.
Atravessamos o terreno e entramos na mansão...
“O Daniel dormiu foi nesse sofá aqui?” perguntou Bia.
“É foi sim!”.
“Que coragem, deve ter muitos ácaros!”

Apesar de tudo estar abandonado eu achei que o lugar estava mais limpo do que da vez em que Amanda, Daniel, Lucy e eu o visitamos!
Bia estava super empolgada e sabia de toda a história ocorrida em 2010.

“Vamos ver o banheiro de cima? Não foi lá que você viu o fantasma no espelho?” pediu Bia.
“É, foi sim.”

Subimos as escadas, em minha memória veio o quanto me senti desconfortável e como minhas mãos suavam frio
quando as subi daquela vez!
Um tremendo estrondo assim que acabamos de subir e um susto daqueles! Era a escada que despencou assim que chegamos ao segundo andar!

“Ai tá vendo, Bia? E se estivéssemos no meio da escada ainda? Isso que dá entrar escondido em mansões abandonadas por séculos!”
“Foram os fantasmas! Querem nos prender no segundo andar! D= Peraí! Mas os fantasmas não são Thompsons como nós? Deveriam ser legais com a gente!” disse a Bia.

Eu já estava arrependida de topar a besteira da visita!

“Tá Bia, vamos ver essa droga de banheiro e depois vamos sair daqui, deve haver outro modo de voltar para o primeiro piso!”

Entramos no banheiro.

“Tá aí o espelho! Pode tirar uma foto dele e torcer pra ter fantasma nela e vamos embora!” eu disse.

A porta do banheiro bateu forte fechando, Bia se agarrou em mim e começou a gritar.

“Calma Bia! Isso deve ter sido uma forte corrente de ar!” e corri para abrir a porta, mas... “Que droga, Bia! Essa maçaneta velha e enferrujada travou, não tem como abrir! Agora estamos presas aqui!”
Bia respondeu “Foram os fantasmas! Não fica nervosa, Aline, eu li numa revista de Wicca que espíritos malvados se alimentam de raiva! Ué! Mas será que os fantasmas Thompsons são do mal, Aline?”
“Ai Bia, para com isso de fantasma e telefona para seu pai, pro tio Albert... pra alguém! Vamos levar uma bronca daquelas, mas eles nos tiram desse lugar!”

Os telefones estavam sem sinal (Lógico!), Bia deu o crédito da falta de sinal aos fantasmas.
Estávamos presas lá e já estava escurecendo! É! Não saímos tão cedo quanto deveríamos!
Enquanto planejávamos chutar a porta até abrir começaram sons! Muitos sons! Ficamos assustadas!

“São os fantasmas!” sussurrou a Bia.
“Ou são outras pessoas na casa!” respondi.

Resolvemos ficar quietas. Muito tempo se passou. Bia estava com muito medo e tapava os olhos dizendo que o fantasma apareceria no espelho a qualquer momento, e que iria querer nos arrastar através do espelho para o pós-vida e coisas assim. Os estranhos ruídos continuavam.

“Espera, Bia! Aparecem vir de DENTRO DA PAREDE!”
“=O Será que tem os ossos de algum fantasma que morreu assassinado aí dentro?” disse a Bia. “Ele quer que encontremos e finalmente saibam do assassinato!”
“Espera!” eu disse depois de dar algumas batidinhas na parede.
“Esse pedaço aqui atrás desse papel de parede parece oco!”

Rasguei o papel e para nosso espanto havia um túnel! Entramos no túnel usando as luzes dos celulares que estavam fora de área, mas que ainda bem não tinham ficado sem bateria. Era um túnel estranho, e descia, fomos descendo cada vez mais e eu percebi que fomos parar abaixo do nível da mansão. Quanto mais a gente avançava os ruídos ficavam mais altos e claros! Eram ruídos de máquinas!
Chegamos a uma caverna escondida debaixo da mansão, com máquinas funcionando, chegamos mais perto e...

“Euros! Aline, são máquinas de falsificar dinheiro!” gritou Bia.
“Não grita!” - Tarde demais!
“O que temos aqui? Meninas enxeridas! Pois é, mocinhas! Uma mansão com fama de assombrada no meio dessa estrada sem nada é um esconderijo perfeito para a gente! Mas vocês não vão sair daqui pra contar isso a ninguém!” disse um dos três caras com cara de bandido que apareceram.
“Corre, Bianca!” saímos correndo pelo túnel!
“Segura essas garotas” gritou um dos bandidos. “Cadê a arma?” perguntava aflito outro bandido. “Vamos logo, vocês não conseguem segurar duas garotas?”

Seguimos loucas em nossa disparada pelo túnel até que...

“AAAAAAAAAHHHHHHH! FANTASMA!”

Demos de cara com uma senhora no túnel.
Som de tiro e eis que despencou parte do túnel com o estrondo da arma, separando a gente dos bandidos. À essa altura Bia preferia os bandidos de tanto medo da senhora que apareceu.

“Meninas, venham comigo! Eu sei como sair daqui!”

A senhora salvadora nos levou por um caminho subterrâneo que conduzia até uma saída ao lado da mansão, no caminho nos contou que sabia, fazia algum tempo, sobre aqueles bandidos, que nos viu entrar na mansão e nos seguiu preocupada!
Quando saímos pela portinha ao lado da casa nos surpreendemos! A polícia havia chegado ao local e também prendido os bandidos! Tio Beto (pai da Bia) preocupado conosco acabou sabendo da Amanda que nós “só poderíamos estar na tal mansão assombrada”! E foi atrás da gente com uma viatura!

“Fazia tempo que estávamos atrás desses bandidos!” disse a polícia.
“Onde está a senhora que encontramos?” quis saber Bianca.
“Não sei!”

No dia seguinte (e depois de uma bronca daquelas) estávamos na casa do Tio Albert e...

“Aline! Olha esse quadro! É a senhora que nos ajudou! É ela! Eu não vou esquecer nunca esse rosto!” disse a Bia! 

“Que isso Bia! Ei! Sim! É ela! Tenho certeza! Tio Albert, quem é essa senhora? Ela que nos encontrou no túnel!”

“Impossível Aline, esta senhora... é sua tataravó... e faleceu em 1902!”

=| 





Feliz Halloween! E...
...beijinhos***
 

 

 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Histórias da Minha Adolescência.



Com Namoradinho no Shopping e o Encontro com Papai!



Era uma vez minha adolescência!
E lá estava eu, toda prosa, passeando no shopping depois das aulas com um namoradinho, quando...


“Olá rapazinho que está acompanhando a minha filha!”

Disse uma voz forte, grave e bastante conhecida vinda de trás da gente!
Oh não! Papai vai estragar tudo com o Lucas =(
Nós nos viramos.

“O rapaz é alguma coisa sua, Aline?”

“Er...”

=| Responde que é seu amigo, Aline!
Mas seria mentira!
Mas vai ferrar tudo se eu disser “n-a-m-o-r-a-d-o”!
Diz “amigo”, Aline! Diz Logo!
Ai droga, A Consciência tinha que aparecer! O papai vai...

“Nós estamos namorando Sr. Olavo. Eu queria mesmo conversar com o senhor pra dizer que a Aline e eu estamos namorando e pedir seu consentimento”

=| Ai! Por que o Lucas falou isso? Ah não! Agora vai dar bode!
Ai que micão! O papai vai proibir!!!
Calma, Aline!

Olhei para a cara do Lucas, olhei para o Papai...

Já sei! Vou usar minha capacidade psíquica de ler pensamentos!

Olhei para o Lucas procurando ler sua mente!

“Vou falar para o Sr. Olavo do quanto eu a amo! Nós vamos namorar oficialmente! E no futuro vamos nos casar, ter gatos de estimação e sermos felizes pra sempre”

*--------------* Ownn! Que fofo!!! Que lindo! O Lucas tá pensando sobre a gente ser feliz pra sempre e sempre e sempre! S2

É, com certeza é isso que ele tá pensando! Ai vai dar certo!
Agora o pensamento do papai!

Olhei para o Papai, procurando ler sua mente! Afinal meus poderes de leitura de mente que desenvolvi depois de ler aquele artigo no Almanaque Wicca sempre funcionam perfeitamente! (É! Naquela época eu vivia intensamente a “coisa da Wicca” eu era a própria Hermione Granger)

“Eu vou matar esse moleque e entregar o corpo à família!”

=| Oh não! Papai está pensando em matar o Lucas =(
Vai dar tudo errado!
E pior ainda! A gente tá pagando mico no Shopping!

“O senhor é namorado? Estranho eu não estar sabendo de nada disso ainda!”

Calma, Aline! Tem muita gente no Shopping! Se por um lado isso é um micão, por outro tem muitas testemunhas o papai não vai matar o Lucas aqui, talvez ele até se acalme...
Você tá louca, Aline? O papai não mataria ninguém e... Ei é melhor eu falar algo.

“A gente ia falar pai, mas a gente começou a namorar ‘mesmo mesmo’ na quarta passada...”

Own que perfeito foi a quarta-feira! *-* Pena que agora foi tudo por água abaixo =(

“Não demorem muito mais tempo na rua! Viu? Se vocês vão namorar tem que ser casa! Tratem de antes do fim de semana irem lá conversar com a dona Katarina Beatriz!”

Ufa! Ficou tudo bem!

Papai que já estava indo se deteve e se voltando para o Lucas perguntou:

“Para que time você torce, rapazinho?”

=| Ih! Qual será o time do Lucas? Tenho que usar minhas incríveis capacidades psíquicas novamente!

“Não diz Flamengo! Não diz Flamengo! Não diz Flamengo!” (Papai tricolor não iria gostar nada dessa resposta)

- “Fluminense =S” O Lucas respondeu estranhando um pouco a preocupação do papai!

Ufa!

Nusssss Meus poderes psíquicos eram demais!!!!

xD


...beijinhos***

domingo, 2 de setembro de 2012

“Histórias terríveis de terror assustador que dão medo! D=”


Hoje trago uma história fictícia que espero que você se divirta lendo tanto quanto eu me diverti criando!

“O Lobisomem de Maricá”

Ditte, Nanna, Sabrina e eu decidimos passar o fim de semana em Maricá - RJ! Poderíamos curtir o sítio da minha avó Alice e também as praias da cidade! E para já estar lá no sábado de manhã cedinho, fomos do Rio pra lá na sexta à noite com a Ditte, nossa motorista oficial, em seu “Ditte-móvel”. Queríamos um “Final de Semana das Meninas”!
É! E os meninos: Rafael, meu namorado, Jonas, namorado da Nanna e Giovane ficante tão ficante da Ditte que já vale como namorado, reclamaram muito! (A Sabrina sendo a solteira do grupo)

“É isso sim! “Final de Semana das Meninas”! Ora! E não vamos fazer nada demais! Só ter papo de menina, ter tempo com as amigas! E vocês teem que aceitar e se comportarem! Ai ai ai! Aí vocês jogam bola, jogam vídeo-game... o que é de menino com amigo menino!” – dissemos a eles!

Chegamos ao sítio da Vovó Alice por volta de nove da noite, e lá estávamos até que...

“Sabe que estou com pouco de fome?” – disse a Nanna
“Er.. Vó, tem algum ‘lanchinho’?” – perguntei
“Eu posso preparar um ensopado de nabo delicioso com os que colhi hoje” – respondeu minha avó.
“Nabo?” – Nanna me perguntou baixinho
“Nãooo! Que isso Dona Alice! Não! Ó! Já estamos aqui nos convidando pra abusar da hospitalidade e não vamos dar esse trabalho! Vamos à cidade que eu... er... Bem, aí a gente lancha uma besteira lá! ^^” – disse a Ditte, querendo escapar do cardápio.
“Vamos meninas, vamos lá!” – A Ditte nos chamou para o carro
Entramos no carro, ela deu a partida e disse: “Vamos procurar um lugar com pizza!”

***

Ditte errou o caminho e ao invés de irmos para o centro de Maricá fomos para Bambuí no distrito de Maricá! Chegando lá tudo estava muito estranho! Não era tão tarde! E fim de semana! E não havia ninguém! Absolutamente ninguém na rua! Tudo estava fechado. Qual seria o motivo para isso?
A Pizza? Eu já tinha me dado conta de que eu podia parar de sonhar com o sabor de uma deliciosa marguerita! Não tinha nada aberto!

E pra piorar o carro escangalhou!

“Aff, Ditte! Esse eu carro só ferra com a gente! Isso é hora dele dar problema?” – reclamou a Nanna.

Sabrina fez cara de preocupada.

“Calma! Já conheço meu carro e isso não é nada demais! Até eu posso consertar!” – respondeu a Ditte.

Uma hora depois...

“Er... Acho que o carro não vai pegar” – disse a Ditte e continuou: “E pior!”
“O que?” – perguntei
“Arruinou as unhas que fiz hoje, olha! =( Estava tão bonitinho!”
“Que droga, Ditte! Já se deu conta que somos quatro garotas completamente sozinhas no meio de uma cidade que, muito estranhamente, está deserta?” disse Nanna alterada!
“Vamos gente! “Final de semana das meninas”! o/ Vamos ficar calmas, ligar pra alguém...” – tentei amenizar
“A Lua está tão cheia!” – comentou Sabrina.
“Verdade, ela está linda!” – comentou Nanna.

Nós nos distraímos olhando a beleza do luar quando de repente surgiu perto de nós, a provável única outra pessoa na rua além da gente! Uma senhora muito idosa, com cabelos compridos e brancos, rosto muito enrugado, usando uma manta bordada preta...

“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH!!!!!” – gritou a Sabrina

Olhamos para Sabrina
“Desculpa gente! Me assustei!”

A senhora nos disse:

“O que vocês moças estão fazendo fora de casa à essa hora hoje? Não estão vendo que hoje é noooite de lua cheiiia? A noite em que a criatura surge?
 “Er... Desculpe, a senhora disse ‘criatura’? Que tipo de criatura?”
– perguntei
“Vocês não sabem? Que aqui pelas bandas de Maricá, existe uma criatura peluda...”
“Um cachorro???”
– perguntou a Ditte
“Não! Uma criatura com garras afiadas...” – respondeu a velha senhora.
“Um gato???” – perguntei.
“Não!!! Nem cachorro nem gato, mas parece mais com cachorro!” – respondeu a velha senhora.
“Um cotia???” – perguntou a Nanna.

Todas olhamos para a Nanna.

“Ah! Que foi? Vocês falaram os melhores palpites!”

“Um lobo!” – disse a velha senhora. Antes que Sabrina desse algum palpite incrível também

“=O Um lobo? *-------* Ownnnn Que fofo!!!! Aim!!” – exclamou a Sabrina

--‘

“Melhor dizendo, um licantropo!” – disse a velha senhora
“lican – o que?” – perguntou a Sabrina
“Lobisomem, sua besta!”
“A senhora disse ‘lobisomen’? Lobisomem mesmo?”
“É! Um lobisoooooomen que anda por essas bandas de Maricá!”
“=O Gente! E se ele for lindo que nem o Taylor Lautner? *---*”


Bati a mão na testa! “Aff!”
Ditte fez expressão emburrada: “Sabrina, Isso n-ã-o é C-r-e-p-ú-s-c-u-l-o!!!”

“Ah! Acho o vampiro mais gatinho” – comentou a Nanna.
“Não é não!” – respondeu a Sabrina
“É sim!”
“Não é nada!”
“Pois eu acho!”
“Hunf! Eu sou ‘team Jacob’! RUM”


“Chega de palhaçada! Não é que nem o Taylor Lautner, Sabrina!” – brigou a Ditte

“Ah! Tudo mundo sabe que os vampiros são mais poderosos que os lobisomens!” – disse a Nanna
“São nada!” contestou a Sabrina
“São sim!”
“Ai que besteira! Os lobisomens ganham fácil”
“Ganham nada!”


“Gente, por favor, para!” - interrompi

“Mas a senhora tem assim motivos pra crer na existência real e palpável de um licantropo, um lobisomem aqui? Tipo, a senhora já o viu?” – perguntei

“Bem... ver... ver... assim, ver messssmo... não vi! Mas sempre encontro vestígios de que ele esteve nos lugares! Arranhados, pelos de lobo...”


“Tão vendo? Ninguém viu, não podem dizer que não é que nem o Taylor Lautner!” - disse a Sabrina.

“Aline, eu vou bater nela!” – Disse a Ditte.

“Vocês não podem continuar aqui na rua! A Criatuuuura pode aparecer!” advertiu a velha senhora, e continuou:
“E o lobisooooomen já atacou muitas moças aqui em Maricá!”

Então a senhora apontou para Sabrina e disse: “Ela corre um pouco menos de perigo”

Sabrina: =| “Por que eu corro menos risco de ser atacada pelo lobisomem?” questionou indignada.

“É que a maioria das meninas atacadas eram loiras e você é a única morena do grupo...” respondia a senhora quando a Sabrina pirou:

“O que??? Esse lobisomem só porque é lindo, e forte, e tem um sorriso que deixa a gente derretida e aqueles olhinhos tão lindos fica assim cheio de marra? Quer dizer que o lobisomem prefere loira? Ah!!! Se eu pego esse lobisomem! Eu ataco e dou um amasso nele que ele vai ficar apaixonadinho! Coloco esse lobo na coleira!”

“Esquece a droga do Taylor Lautner, Sabrina! E essa droga de Saga Crepúsculo!” – gritou a Ditte e foi seguida pela senhora:

“É, minha filha! Filme mequetrefe esse! Poxa! Fala do “A Hora do Lobisomem -Bala de Prata”, fala do “Grito de Horror”, ou de “Lobo” com Jack Nicholson” fala até do “Um Lobisomem Americano em Londres”! Mas esquece Crepúsculo!

“Caraca!” interrompeu Ditte: “Eu vi um antigo muito divertido, mas não é terror, com o carinha do “De Volta para o Futuro”
“Michael J. Fox” – eu disse e continuei: “Nuss, é antigo que nem o “De Volta...”, ele é lobisomem e joga basquete! Eu ri muito...”

“Chega de falar de cinema!” – gritou a Nanna e continuou: “Vamos nos esconder antes que algo ruim aconteça! Não estão vendo que a cidade inteira tá escondida?”

***

A velha senhora nos levou até uma casa onde ficamos escondidas.
Estávamos todas com medo do Lobisomem de Maricá aparecer.
O silêncio tomou conta do ambiente e ficamos escutando apenas os sons do vento nas árvores até que ouvimos passos. Então um ruivo alto, agudo e melancólico soou na noite

“Aúuuuuuuuu!”

A velha senhora então se muniu de coisas estranhas!

“Que são essas coisas, senhora?” Perguntou a Nanna à velha senhora
“Freixo, centeio e acônito! Para espantar o lobisomem!”
E ela também trazia alho e um pentagrama de prata!

“Alho não é pra vampiro?” – perguntou Ditte
“Serve pra lobisomem também!”

Mas o mais estranho de tudo era uma estaca em forma de garfo com a cabeça de um asno!

As perguntas pararam quando ouvimos barulho no portão.
Sentimos nossos corpos gelarem de medo! Vimos que eram três sombras lá fora!
Olhamos pelas frestas da porta de madeira e então eu vi!
Não pude acreditar no que vi! Era impossível de se acreditar! Mas era verdade!
Eram Rafael, Jonas e Giovane que foram atrás da gente!!!

“Oi meninas! Er... Não conseguimos ficar longe de vocês!” – disseram os pasteis!

Ai que vontade dar um cascudo no Rafael! Não dava para aceitar nossa programação de “Final de semana das meninas”? Tinham que seguir a gente? Ai ai ai!
E a Ditte passou também muito rápido de assustada para furiosa! Mas Nanna correu e abraçou Jonas.

“Espera aí! Onde está aquela senhora?” - perguntou a Nanna.

Ela sumiu misteriosamente. E o mais estranho de tudo! Poderíamos jurar que vimos uma forma semelhante a um lobo passar muito veloz pela rua... e usando uma manta bordada preta! =|



É isso!
...beijinhos***

Claro que a história de hoje é fictícia! Afinal, minha avó faz ensopados deliciosos que não trocaríamos nem por pizza!


terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Amiga Diet Até Demais!


Ontem eu fui à padaria comprar um pãozinho doce! Adoro pão doce!
E faz tempo que decretei as segundas-feiras como “o dia do pão doce”!
Lá na padaria eu encontrei com uma menina que eu não via fazia anos! Que estudou comigo no Colégio Laranjeiras.

Ela me reconheceu primeiro. Olhou pra mim por uns segundos e perguntou:



“Aline? A Thompson?”

“Sim... Oiiie! ^^”


“AAAAh!!! Quanto tempo! Aline! Nuss! Como você tá?”


“Eu estou bem! ^^ E você?”


“Eu estou gorda!”


Hã? Como assim gorda?
A garota estava um palito! Juro! Muito magra!
Tudo bem! Achei que era brincadeira. Segui a conversa.

“Voltou a morar aqui em Laranjeiras ou só passeando?”

“Não voltei pra cá não, mas to fazendo academia na Exata Fitness! Tenho que queimar essa gordura toda! To orca!”


Ela disse isso puxando uma barriga tábua retinha como se segurasse e sacudisse quilos de carne! E continuou:

“Ou me livro disso ou vou entrar na Lipo! Aline! Só não to em deprê porque to feliz com meus seios! Me diz, amor! O que você achou?”

=|

“Bonitos! ...Simétricos!”

O que eu ia responder?

“Aumentei ano passado! Parecem naturais né? Quer pegar neles pra ver como são durinhos?”

Como assim? E na padaria! (É cada uma!)

“Err.. Não precisa ^^ A gente nota! Parecem bem naturais!”

Ela continuou:

“AAAAh! Muita coincidência! Você não sabe queeeem eu encontrei outro dia! A Carla! Sabe a Carla da nossa turma na escola? A que gostava de te imitar?”

“Sim, claro! Eu encontrei com ela um tempo atrás...”


“Quanto tempo faz?”


“Mais de um ano com certeza...”


“Ela já tava enorme?”


Como assim enorme? – Pensei. A Carla estava linda.

“Err... Não.”

Não?

“Então ela deve ter triplicado peso nesse um ano! Nusssss! Ela alcançou o nível Moby Dick! Muito Goooooorda! Quase engordei só de olhar pra ela!”

¬¬ O que será que ela vai dizer de mim quando encontrar alguma conhecida em comum?

“Também a Carla deve viver devorando batata frita, hambúrguer, coxinha...”

P= Só de ouvir a lista de supostos “pecados” da Carla eu fui ficando com água na boca! E minha mente dava sequência às guloseimas: pizza, kibe... Até eu lembrar da top gostosura:

“Esfirra da Galeria Condor!”

Droga pensei alto!

“Esfirra da Condor, Aline? Sabe há quanto tempo não como isso?”

“Err... Meses?”


“Não! Desde que comecei com a macrobiótica! Uns cinco anos!”


=| Cinco anos sem as deliciosas esfirras da Condor? Impossível pra mim!

“Mas Aline, você tá fazendo o que?”

“Eu? Psicologia.”


“Não amor! Pilates... Ginástica... qual dieta...”


“É... Nada disso não”


“Não acredito! Ai! Sabe o que eu fiz um tempo? Uma dieta zen! Ao invés de comida a gente se alimenta da energia de cristais. Mas eu larguei! Acho que tava fazendo errado e engordando!”


Energia de Cristais? E engordava!

“Mas, Aline, me ajuda! Vim aqui ver se achava pra comer alguma coisinha assim... assim...”

“Gostosa? Ah! Aqui tem cada coisinha gostosa né? Lembra quando...”


“NÂO! Alguma coisinha assim... Light! Você vai comer o que?”


Ih!

“Eu vim buscar meu pãozinho doce que adoro! ^^”

“Aline você continua engraçada! Nuss! Você não faria essa loucura! Né gata?”


- “Bom dia! O que vão querer?” – perguntou o rapaz do balcão.
Ela sem tirar os olhos da vitrine disse:

“Pode atender minha amiga gata primeiro enquanto eu acabo de decidir”

“Oi! Tudo bem? ^^ Quero aquele pãozinho doce que compro sempre!”


Ela não acreditou, quase bateu na minha mão pra me tomar o pão doce!

“Você vai comer isso mesmo?! Nuss! Você sabe quantas calorias tem nesse monte de doce em cima desse pão?”

“Err.. Pra dizer a verdade, não sei!”


“Menino, resolvi! Quero nada não!”
– ela respondeu ao balconista.

Acho que ela considerou que só ver meu pãozinho já tava bom!
O celular dela tocou. Ela atendeu teve uma discussão rápida e ficou muito nervosa! Irritadíssima. Alguma coisa muito séria deve ter acontecido!

“D= Você acredita que minha irmã mais nova teve a c-o-r-a-g-e-m, a p-e-t-u-l-â-n-c-i-a de me ligar pra perguntar à que horas chego? Pode isso!?!! Como assim?!!! Agora o poste mija no cachorro?? Eu não mereço isso meu D’us! Tenho uma irmã caçula tirana! E sou uma orca! Buáaaa!!!!”

Começou a chorar! =| Nuss! Bem que eu li que dietas radicais do tipo passar fome acabam com o humor, deixam irritada, mas não imaginava que chegasse a esse ponto!

“Amore! Fica calma! Não chora! Olha vamos fazer uma coisa pra melhorar seu astral?”

“snif, snif! O que?”


“Vamos fazer uma “loucura”! Que tal comer um quadradinho de barra de chocolate? Que acha? Chocolate anima toda menina! Vamos cometer esse “pecadinho”! ^^”


“Chocolate? Snif... Tem sete anos que não como chocolate! Snif, snif...”

Também que ideia a minha! Chocolate pra uma pessoa nesse estado! Mas procurei uma saída!

“Não! Olha só! Eu tenho aqui na bolsa um chocolate assim ó! Presta a atenção! É um chocolate light que também é diet, não tem gordura trans, nem glúten, é zero-açucar e ainda por cima tem Omega três!”

“=| Existe assim?”

“Sim, mas só na Europa, sabe? Voltei de viagem esses dias e trouxe! Vai come!”


Claro que era um tremendo pedaço de chocolate comum ao leite! xD Acho que a dose de chocolate salvou aquela pessoa! Que coisa!
Se bem que ela foi embora rindo à toa! Deve ter sido um choque de açúcar! Não sei!

Ah! Como sou feliz com meu pão doce, pizzas de marguerita e esfirras do Largo do Machado!


...beijinhos***

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Limpeza de Pele!

Quando eu ia à padaria ou passava pela banca de jornal pra comprar minhas revistas “Atrê” e “Capricho”, eu costumava encontrar um senhor idoso italiano que se chamava Giovanni! E o Sr. Giovanni era muito divertido! Não por ser assim “um velhinho fofinho”. Ao contrário, ele era ULTRA-RADICAL (assim, com caps lock)! O Sr. Giovanni parecia um personagem de livro! Ele gostava de ser ouvido, mas raramente deixava “espaço” pra você também falar algo! Além, claro, daquele típico gesto dos italianos com as mãos!

Uma vez eu o encontrei na banca de jornal e começamos a conversar! Ou melhor! Ele começou a falar! Então eu reparei como ele tinha cravos!
Que coisa assustadora! Tinha um então! Nusssss era gigante!

E ele dizia: “Aline, minha filha, vou te dizer...”

Gente! Como pode tanto cravo?!

“... televisão não vale nada!”

Será que ele não tem uma filha, uma neta, que tire isso?

“Eu... não tenho dessas porcarias de TV em casa!”

- “uhum, Sr. Giovanni! ^^”

Ai Aline! Esquece os cravos do homem! E para de olhar!

“Televisão só desinforma...”

- “É!”


Daqui a pouco eu vou embora e pronto, é isso!
Ai não dá! Vou pensar nisso PRA SEMPRE!
Não consigo! D-e-f-i-n-i-t-i-v-a-m-e-n-t-e!

“Rádio!”

- “Hã?”


O que eu faço? Ah! Vou dizer pra ele fazer uma limpeza de pele! Isso!
Vou dizer pra ele ir naquela menina aqui de perto que faz uma limpeza ótima!

“É, minha filha! Rádio vale a pena ouvir”

- “uhum ^^”


Que limpeza de pele, Aline?! O velho é todo radical! Ele vai me dizer que não é coisa de homem! Que agonia! Eu não aguento! Eu to me remoendo por dentro!

“Mas não rádio FM!”

Tenta esquecer, Aline! Você tem que esquecer!
Não dá! Que cravo horroroso! Que nervoso!

“Só AM! Mas tem AM que não vale nada também...”

Que frio na barriga! Não consigo deixar de olhar aquele gigante ali! Que cratera! Imagina tirar!

“Eu na minha casa, só ouço a rádio CBN! Essa tem muita coisa boa...”

Ah chega! É muita tortura!

Explodi: “Tá, Sr. Giovanni! A CBN é mesmo ótima! Eu ouço também! Mas senta nesse banquinho aqui pra eu tirar um cravo do senhor que tá muito grande! Eu arranco que é uma beleza! Não dói nadinha! Deixa tirar do senhor!”


Que alívio foi! Você não faz ideia! Tirei todos! E que buraco ficou daquele gigante! Juro! Eu não iria ter paz se não tivesse arrancado!

Isso me faz lembrar que eu também costumava conversar com o Sr. Luiz! O Sr. Luiz já era um idoso muito simpático e sempre tinha umas histórias da infância dele! Mas ele tinha umas sobrancelhas enormes! Uma vez eu conversava com ele e...


Bem, é isso!
...beijinhos***

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

"Quase vinte", Lembranças "teen", madeixas e minhas orelhas!


Agosto? Isso me fez lembrar que meu aniversário não está tão longe, em Outubro! Tá! Faltam mais de dois meses ainda! “A ansiosa”, né? Parece quando temos treze e contamos os dias para os catorze, só pra se achar maior! Não é? Passar dos meros treze para os “quase quinze”! Então os quinze! Quando já nos achamos "moças" - e também podemos ser rebeldes e dizer que festa de debutante é careta e etc. Depois vem aquela vontade (diria “vontaaaaade”) que cheguem os dezoito, ficamos sonhando com tudo aquilo que “vou poder com dezoito”! E sabe que bate uma saudade (diria “saudaaaaade”) dos meros treze! Em outubro vou completar vinte já! Nuss! Vinte! To começando a me sentir como “jovem-adulta” (sabe “jovem-adulto”? Aquele público alvo de muitos livros e publicações xD). Parece que “o tempo voa” e como a gente muda! Sabe que depois de sonhar tanto com os dezoito só agora estou no processo de tirar carteira de motorista? xD Quando tinha lá uns quinze e pensava nos dezoito, uma das primeiras coisas que faria com os sonhados dezoito seria correr pra tirar essa tal carteira! E continuo um bom tempo fazendo as pessoas de “meus motoristas” (a Ditte, por exemplo) Isso me lembra que Agosto é “mês dos pais”! Meu pai, coitado, faz tempo que além de pai ganhou a função de motorista particular! xD Durante a minha adolescência toda foi um tal de leva ao shopping, leva e busca da festa, busca na escola (mas estacionando lá longe porque na porta era “micão” xD)... Meu papai merece um presentão no segundo domingo! ^^
É uma época complicada essa entre criança e “jovem-adulto”! Né? Mas também muito gostosa e que deixa muita saudade e a sensação de “como eu fui feliz sem saber”!
E nosso drama com as espinhas, por exemplo? Aff! Elas sempre apareciam na pior hora! Tipo “você ia encontrar com seu paquerinha” (o que muitas vezes era na escola), ou era o dia “daquela festa” e aff! A danada (diria “danaaaaada”) surgiu “do nada” durante a noite! (Na verdade, qualquer hora na adolescência é a pior hora pra ter uma espinha!). “Vou apertar!”; “Não! Vai deixar uma marca horrível pro resto da vida!”; “Passa isso, passa aquilo..” (...)
Bem, lembrar desses anos da minha vida é me lembrar da minha “fase-emo” (eu fui daquela leva de “emos” antes da coisa do ‘happy rock’ e coloridos e talz... enfim!) E no caso de espinhas, quando apareciam na testa eu tinha o recurso de esconder com a franja-emo! xD E... gente! Como eu mexia naquele meu cabelo! Inventava vários “estilos”, queria pintar toda hora... (bastante reticências!) Minhas “madeixas” geraram muitas histórias! Teve uma história envolvendo minhas madeixas que me divertiu muito! Sabe aquelas coisas de Internet? Acho que não tem problema se eu contar!

Uma vez eu estava no MSN. E qual adolescente não vivia fissurada em Orkut e MSN na época? As fotos para por no Orkut! (Agora é Facebook) Enfim! Eu estava no MSN e uma menina me perguntou:

“Você já veio alguma vez à Curitiba?”

Achei que era uma pergunta totalmente comum e respondi simpática:

“Não! Mas pelo que sei da cidade, deve ser adorável visitar! ^^”

E ela: “Tenho uma amiga que tem certeza, ela jura, que já te viu em Curitiba!”

Deveria ter uma sósia muito sósia minha por lá! O que também continuava sendo comum... Mas ela continuou (e aí é a parte inusitada).

“Ela disse que vê suas fotos e tem certeza que é você! Disse que você veio fazer um tratamento médico porque não tem a orelha direita! Mas que você morre de vergonha disso e por isso que tem a franja assim! Eu disse que não era você!”

=| Nusss! Havia um “mito” envolvendo minha franja!

“Não, não sou eu! ^^ Mas adorei a história! =D”

“É! Falei pra ela que não era você!”


Como eu me diverti depois lembrando e vendo minhas próprias fotos e como era difícil ver minhas orelhas no meio de tanto cabelo! =D
Enfim!

Bem, é isso!
...beijinhos***


domingo, 22 de julho de 2012

Uma História de Cinema!

[ O encontro narrado na postagem de hoje é uma história fictícia!]

Nanna, Ditte e eu queríamos assistir a um filme, só que descobrimos que já tinha saído de cartaz dos cinemas aqui da zona sul do Rio, mas ainda estava em exibição em cinemas da Barra da Tijuca. Resolvemos fazer um passeio até lá e pegar uma das sessões. Decidimos ir de taxi, já que o “Ditte-móvel”, digamos, estava precisando de reparos.
Pegamos um taxi aqui em Laranjeiras com destino à Barra. Um trajeto um tanto longo, ainda mais com o transito do Rio como anda! =/

O taxista, já um senhor e muito simpático, guiava enquanto Nanna, Ditte e eu conversávamos e o assunto entre nós ainda era nossa recente viagem à Polônia.

O Senhor sorriu e disse “Eu sou polonês!”

“Cześć, jak się masz?” Mandei o meu “Oi, como vai você?”, uma das poucas coisas que consegui decorar em polonês!

“Esse mundo é mesmo pequeno!” – diria Dona Katarina Beatriz, minha mãe, usando uma das frases de seu repertório frequente!

Que incrível coincidência encontrarmos um senhor polonês! Talvez se não estivéssemos comentando sobre a viagem à Polônia teríamos viajado no taxi dele sem sabermos de sua nacionalidade!

“O Senhor se mudou faz muito tempo para o Rio?” – perguntou Nanna.

“Eu me mudei para o Rio de Janeiro quando eu tinha quase trinta anos, no final dos anos sessenta”
Isso explicava o sotaque pouco carregado do simpático taxista.

“Espera um pouco!” – pensei
“Matemática” não é minha matéria favorita, mas dá pra fazer uma conta!
“Se no fim da década de sessenta ele beirava os trinta, tem hoje cerca de oitenta... Será que este senhor estava na Polônia durante a Segunda Guerra Mundial?”

“Mas eu não me mudei da Polônia direto para o Rio, minha filha! Depois da Guerra eu vivi muita coisa e passei ainda vários anos em Israel! De lá que me mudei para cá!” – complementou o senhor enquanto eu ainda pensava como, e se deveria lhe perguntar sobre a guerra! Como se pergunta uma coisa dessas afinal?! E... “Israel?” Estávamos em companhia de um judeu sobrevivente do Holocausto (uma das mais atrozes páginas da história da humanidade)? Sim, estávamos!

“Vocês visitaram Auschwitz? Foi lá que eu ganhei esse número...” (Auschwitz é o mais famoso antigo campo de concentração nazista)
O senhor puxou a manga da blusa exibindo um número marcado em seu antebraço esquerdo.
“...Se vocês quiserem jogar no bicho é um bom palpite!” – disse com um sorriso no rosto.

Certamente esse bom humor demonstrado ajudou esse senhor a chegar aos oitenta anos!

(Por sinal o “humor judaico” é famoso! E foi muitas vezes uma força para esse povo suportar dores, e uma arma inteligente de defesa! E quantos dos melhores comediantes são judeus? Um exemplo atual? Adam Sandler! Adoro todos seus filmes!)

Nanna, Ditte e eu comentamos sobre como nos emocionamos visitando os museus memoriais do Holocausto e o que vimos por lá! E o senhor nos contou sua história! Contou de sua infância antes da Guerra. Como perdeu a família morta pelos nazistas. E como fugiu de soldados quando tinha menos de dez anos, sendo atingido por um tiro no abdômen durante a fuga. Dos vários campos de concentração pelos quais passou. De após a Guerra ser preso por estar num navio que levava ilegalmente refugiados judeus para Israel... Sua vinda para o Brasil...
E quando já morando aqui, vinte e quatro anos depois de receber o tiro, teve a bala removida do abdômen...

Ditte me olhou com aquele olhar meio incrédulo de que o senhor vivera tanto tempo com uma bala alojada no corpo e eu a olhei com aquele outro olhar, o repreensivo, que quer dizer “Ele não está inventando, Ditte! E você não diga nada do tipo...”.

“EU NÃO ACREDITO!” – Gritou a Nanna!
Diria até que ela berrou isso dentro do taxi nos matando de vergonha! E Ditte a olhou com cara de quem “quase” sentiu vontade matá-la!
“Errr... Ela quer dizer que está muito admirada, senhor ^^” – eu disse (enquanto dava um apertão-vingança na perna da minha amiga)

Ah! Sobre o filme que fomos assistir? Eu diria que foi bom! Mas nada se comparado com tudo o que ouvimos daquele senhor taxista!


É isso!
...beijinhos***


Recado: E isso é muito importante! Apesar de haver um “tom bem-humorado” no texto, não o tome como algo desrespeitoso às vítimas do Holocausto! O encontro com o taxista é fictício. Mas de fato minhas amigas e eu chegamos recentemente de viagem à Polônia (vide postagens anteriores). E lá visitamos muitos locais memoriais do Holocausto. É imensa minha admiração pelo povo judeu e sua história! Recentemente vi uma informação divulgada na Internet em que eu não consegui acreditar! Falava sobre a grande porcentagem de brasileiros que sequer sabem “o que foi o holocausto”! A memória desse evento é de extrema importância para toda a humanidade e deve ser preservada!  Visitando a página do “Jornal Alef” (publicação judaica) no Facebook me emocionei profundamente com uma entrevista de um senhor sobrevivente do holocausto, morador do Rio de Janeiro e ex-taxista, na qual me inspirei para criar o texto de hoje! Eu teria me sentido muito privilegiada e honrada se tivesse acontecido um encontro como o narrado no texto.