sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Monstro debaixo da Cama - cap 3


Resumo dos capítulos anteriores: Um jovem casal adquiriu uma casa e se mudou com a filha, que começou a se queixar de que em seu novo quarto havia um “monstro debaixo da cama”. Uma noite Rachel pensou ter visto a filha chamar à porta do quarto e desceu até o porão, onde teve uma experiência assustadora. Pensando que poderia haver algum tipo de mal espiritual na casa, Rachel comprou um crucifixo para a parede, mas o objeto religioso caiu estranhamente várias vezes e ela terminou por guarda-lo no fundo de uma gaveta. Desde que chegou à casa nova Rachel não tinha uma boa impressão de uma árvore no jardim da frente. Ela soube, por uma vizinha, de que anos atrás um rapaz havia se enforcado nela, fato que, na época, chocou a vizinhança. Rachel acreditou que talvez as coisas melhorassem se mandasse rezar uma missa pela alma do rapaz suicida e pediu ao padre da paroquia local para benzer a casa. Mas no dia de benção da casa o padre depois de subir ao segundo andar da casa desceu rápido e parecendo assustado e com medo se apressou em deixar a casa.


O Monstro debaixo da Cama


Capítulo Três

Numa tarde Rachel chega ao jardim da frente e vê sua filha, Trish, brincando de se pendurar na árvore. Ao ver a cena Rachel congelou por uns segundos, aterrorizada.

 A pequena Trish viu a mãe parada à porta da frente da casa.

“Oi, mamãe” – disse e sorriu.

Rachel correu em direção à filha, gritando em pânico.

“Sai daí, Trish! Sai daí agora!”

“Eu só estou brincando na árvore...”.

“Vai pra dentro! Vai e fica lá! Não chega mais perto dessa árvore! Fica dentro de casa e não volta para cá!” – Rachel gritava com a menina.

Trish, chorando, saiu correndo assustada para dentro de casa.

Rachel, depois de a menina entrar, sentou-se na escadinha da varanda, onde ficou por um longo tempo tentando se acalmar. Ela começou a pensar que o espírito do suicida, de alguma forma, atraiu a menina. Imaginava que se não tivesse interrompido a brincadeira... Trish poderia ter caído e batido com o pescoço...
Com esses pensamentos Rachel, nervosa, chorava descontrolada.

***

“Rachel, o que houve à tarde? Trish se queixou que estava brincando sem fazer nada de errado no jardim até que você chegou e começou a gritar com ela” – perguntou Sean à esposa naquele dia à noite.

Rachel relatou ao marido que perdera o controle entrando em pânico ao ver Trish se pendurar na árvore, e só então relatou ao marido o que soube, pela vizinha, sobre o suicídio cometido naquela árvore.

“Mesmo que isso tenha acontecido é só uma árvore! Deveria, se não queria Trish perto dela, tê-la advertido previamente! O que não tem cabimento é que você, sem nenhuma explicação para a garota, tenha sido tão energética com ela, como me pareceu ao ouvir a queixa dela! Nós cortamos a árvore. Pronto!” – respondeu Sean

“Sean, quero que nos mudemos daqui” – disse Rachel.

“Você está maluca, Rachel? Nós investimos todo nosso dinheiro na aquisição dessa casa! Além do mais, ela é perfeita, como sempre quisemos!” – respondeu o marido.

“Ela é assombrada!” – retrucou a esposa.

“Percebe o absurdo que está dizendo? Casa assombrada?”

“Não é absurdo! Um rapaz se matou naquela árvore! Eu não sonhei aquilo do porão! E eu vi! Eu vi algo lá embaixo! Tentei por um crucifixo na parede da sala e ele foi atirado da parede contra a porta da frente! E Trish diz ver um “monstro” no quarto dela! E tem os desenhos que ela fez na escola...”.

“Que crucifixo? Que desenhos?”

“Não cheguei a te contar. Eu o guardei o crucifixo no fundo da gaveta do móvel da sala. E a professora dela me perguntou o que ela tem assistido na TV, por causa do monstro nos desenhos...”.

“Pelo amor de Deus, Rachel! Você está tendo fantasias! Você pendurou mal o crucifixo no máximo! E é normal uma criança desenhar monstros! Ela inventou esse monstro para chamar a atenção, deve ser isto!”

“Não estou fantasiando, Sean! E o padre? No dia em ele veio benzer a casa ele saiu assustado e com medo daqui!”

“Tudo isso é fantasia sua! Não vamos nos mudar! Não tem cabimento!”

“Eu e minha filha não vamos mais morar aqui!”.

***

Uma noite Sean chegou cansado do trabalho, tomou banho e foi se deitar.
Rachel já estava deitada. Sean se deitou ao lado da esposa – eles não estavam se falando muito devido às constantes discussões.

Trish chegou ao quarto dos pais e Rachel disse: “Vem, filha, pode deitar aqui”.
Sean se virou para o lado contrariado, pois Rachel insistia em deixar Trish dormir com eles.
Como a menina se mexia muito, vez ou outra acertando uma ‘joelhada’ em Sean, ele se irritou. Levantou-se, apanhou o travesseiro e disse: “Quer saber? Vou dormir no quarto da Trish!”.

Rachel não deu atenção ao marido, que se dirigiu ao quarto da filha, esbravejando reclamações pelo caminho.


Continua...

3 comentários:

  1. :| Imaginei todas as cenas possíveis na minha cabeça. D= acho q o tontão do Sean vai é se ferrar!
    Volto ansiosa p/ confirmar minhas suspeitas. (¬¬) Beijos! *-*

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  2. Será que agora ele finalmente vai ver o monstro?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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