terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cuidar da Vida!


“Vamos cuidar da vida que a morte é certa!”

Já ouviu essa frase? Minha mãe costuma dizê-la. E é verdade que “A única certeza da vida é a morte” De fato a morte é “democrática”, não importa quem seja, todos nós um dia morreremos e que “Para morrer basta estar vivo”

Insistimos em ver a morte como algo trágico, não gostar de lembrar o assunto e também costumamos viver como se fossemos imortais.

Muito do medo da morte acaba vindo da infância. Muitos pais com intuito de poupar os filhos acabam por não falar do assunto ou não introduzir o tema antes do falecimento de algum ente querido e quando isso acontece acabam contando em meio a choro e demonstrações de desespero, fazendo com que a criança associe a morte à dor e sofrimento. Ou permitem que a criança fique com fantasias criadas por ela. Em certa idade a criança não consegue entender bem que a morte seja definitiva e imagina que o parente vai voltar. Como o parente não volta, ela se sente enganada pelos adultos. Ou ainda pais que contam histórias do “tipo Rei Leão” onde os parentes falecidos viram estrelinhas do céu!
Só que não falar sobre morte e sofrimento não nos isenta deles!
O ideal é contar a verdade à medida da curiosidade dos pequenos. Pode-se iniciar o tema falando de flores, animais ou humanos. Tratando o assunto passando tranquilidade e naturalidade.

Podemos encarar a morte como algo tenebroso ou podemos entendê-la como algo natural, o fim de um processo que se inicia tão logo nascemos, que fatalidades fazem parte da vida. Podemos sofrer antecipadamente pela morte, só que não há muito sentido em nos preocuparmos com algo sem solução, por mais que lastimemos a existência da morte isso não evitará morrermos um dia. A preocupação com a morte pode consistir em cuidar bem da saúde prolongando assim a expectativa de vida. Ainda lidaremos com a possibilidade de uma fatalidade, mas hábitos saudáveis também proporcionam viver melhor.

Podemos ver a morte como uma mestra! Uma mestra que nos faz valorizar cada momento da vida! Quem considera sua finitude não quer desperdiçar tempo, pois sabe que esse tempo é finito! Se pensarmos que hoje pode ser nosso último dia, não nos assustando com o medo da morte, mas nos ajudando a focar mais na vida, não teríamos tempo a perder com discussões mesquinhas a respeito de coisas insignificantes. Ao mesmo tempo é importante pensar no futuro nos preocupando com trabalhar para “ter um pezinho de meia”, afinal, a vida continuando um dia poderemos ter filhos ou nossos pais precisarão de nossos cuidados, como um dia cuidaram de nós e etc.

O Dr. Luiz Ainbinder, psicólogo, em seu programa usou uma metáfora comparando a vida a uma festa: Quando somos convidadas (os) para uma festa, nós vamos, aproveitamos a festa, nos divertimos, dançamos, conversamos... Enfim, curtimos a festa. Mas chega a hora de deixarmos a festa, “lá pelas tantas” já estamos cansadas (os), é hora de irmos! E assim, compara o psicólogo, é a vida! Outros chegarão à festa.

Devemos, portanto, curtir a vida! Curtir a vida curtindo tudo o que de melhor há nela! Quando digo “curtir” não estou falando em “fazer besteiras” achando que isso seja “curtir”. Parte importante de saber curtir a vida é saber que há diferença entre “bom” e “bem”, que nem tudo que pareça ser bom faz bem, nem tudo que pareça fazer bem é bom... “É preciso saber viver”
Quando deixamos que as dificuldades causem estresse excessivo falta a alegria e a vida encurta, ficamos velhas(os) mais rápido. A quantidade de estresse que vivenciamos depende da atitude que tomamos em relação às dificuldades e fatores estressantes. É preciso ver, como os sábios, a vida por si só como satisfatória!

Sim, há a questão das crenças religiosas sobre o “pós-vida”, ou mesmo a ausência dessas crenças – não quero me ater aqui a essas questões, afinal, cada qual com seu cada qual!
Mas seja crendo que é preciso saber viver bem aqui para viver a eternidade ou apenas crendo a vida se encerre com a morte física a única certeza absoluta e universal é: Todos morrem...

Antes de concluir, porém, uma pequena história de que gostei muito!

Conta-se que um turista foi visitar um famoso rabino e que chegando lá se admirou, pois o rabino morava num quarto simples, cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco e o turista perguntou ao rabino “Rabino, onde estão seus móveis?” e o rabino disse “Primeiro me diga onde estão os seus!” O rapaz respondeu “Os meus? Mas eu estou aqui só de passagem” e o rabino respondeu “Eu também!”

... Concluindo:

...Todos morrem...
Mas nem todos vivem!



...beijinhos***




Recado: Importante! A “bibliografia consultada” para o post de hoje são lembranças que tenho de audições do programa de rádio do Dr. Luiz Ainbinder e da leitura de colunas de jornal de Shmuel Lemle.

10 comentários:

  1. Eu concordo flor'
    A gente está em constante mudança"
    Tambem mudei muito os ultimos anos
    http://anamenires.blogspot.com.br

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  2. Foi mt bem escrito esse post.
    Gostei mt! Concordo com as coisas ditas aqui
    Parabéns!
    Beijos

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    1. ^^ Muito obrigada, Vanessa!!!
      ...beijinhos***

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  3. seguindo o blog, segue o meu?

    http://peerpoetadorock.blogspot.com.br/

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  4. Oi Aline, tudo bem? Sou a dona do blog #JujubalubaFacts que agora virou Coisas da Jujuba. Sempre acompanho seu blog, é muito bom

    beijos da @CoisasDaJujuba

    http://coisas-jujuba.blogspot.com.br/2013/01/1-vlog-do-coisas-da-jujuba-no-ar.html

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    1. Oi, Juliana!
      Tudo bem sim! ^^
      Muito feliz por saber que sempre acompanha aqui!
      E muito obrigada! ^^
      Indo lá no seu blog.

      ...beijinhos***

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  5. Falar q eu nao tenho medo da morte seria a maior mentira! Porque ninguem sabe o destino depois da morte, acho que esse também é outro medo! kkk
    eu queria ter aquela tranquilidade da minha mãe "eu vou morrer,vc tb, todos nos vamos morrer um dia, é a vida" kkkkkk queria eu ter essa tranquilidade de aceitar a morte como algo natural, mas ta dificil! Talvez quando eu estiver mais velha eu possa perder esse medo!
    483 kusses..~^~

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    1. Oi, amore!
      Verdade! O desconhecido assusta.
      Como falado no texto: "não tem pra onde correr", né verdade?
      Acho que o melhor a fazer é trabalharmos nossa perspectiva sobre o assunto, como digo no post!
      Muito obrigada por comentar e sempre visitar aqui!

      ...beijinhos***

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