terça-feira, 23 de abril de 2013

Alice & Ray - Prólogo

Nesse final de semana passado próximo fomos meus pais, Rafael e eu visitar minha avó Alice. Meus tios e primos, como de costume, também estiveram por lá e tivemos bons momentos em família, como conversar sobre música com o tio Beto, assistir, depois de tempos, a um jogo de futebol com papai...
Mas um momento que merece especial anotação em meu diário foi uma conversa muito gostosa que vovó Alice teve com minha prima Bianca e eu.

Bianca me falava de seu descontentamento com a possibilidade da família do namorado se mudar para uma cidade vizinha à deles. Afinal estão acostumados a se verem todos os dias e a estudarem na mesma escola e com a possibilidade do contato passar a ser semanal além de diminuir o tempo junto já rola também aquele ciúme!

Eu lhe disse que, de qualquer forma ainda era só uma possibilidade, mas no caso de mudarem não será nenhuma catástrofe, podendo até ser bom pra dar aquela saudade, que “todo dia junto” também pode acabar dando mais briga e que esperando pelos finais de semana não dá pra desperdiçar o tempo junto brigando e... Epa! Eu estava falando parecido com a minha mãe! =|

Foi quando vovó se aproximou, trazendo um dos deliciosos “doces de abobora da vovó” e quis se inteirar do assunto que estávamos conversando.

“É que pode ser que o namorado da Bia se mude para Araruama e ela tá descontente de deixar de vê-lo todo dia, e com medo que o namoro se enfraqueça” – respondi à vovó.

“Ah, Bia, mas Araruama nem é tão longe de Saquarema, e, sabe, se o que vocês sentem for, como dizem, “pra valer”, não irá se enfraquecer por isso!” - comentou a vovó.

Vovó sabe das coisas. Bia ergueu as sobrancelhas e esperou pela próxima frase, afinal vovó não é de dizer uma máxima e sair sem se ater mais ao assunto. Logo vovó continuou:

Sabe, quando seu avô Raymond e eu começamos a namorar morávamos em cidades vizinhas, ele em Londres, e eu em Salisbury. Ele ia me ver nos finais de semana... Mas vocês não iriam querer saber das histórias dessa velha, coisas de outros tempos, não é?”

Vovó é de fazer esses charmes, mas quer contar a história!

“Claro que queremos saber mais da sua história com o vovô! Não é mesmo, Bia?”

Bia consentiu agitadamente com a cabeça que sim.


Continua...

Um comentário: